Antepasto de berinjela

Na minha lista de “101 coisas para fazer em 1001 dias” alguns itens são extremamente fáceis outros nem tanto.

Apesar de gostar bastante de cozinhar, em algumas receitas eu nunca havia me aventurado, então não podia faltar aprender a fazer bolos, pães e biscoitos.

Já testei uma receita de bolo (que já fiz três vezes e deu certo em todas, apesar de adaptações em cada uma delas) e testei uma receita de pão, que vi no Querido Diário, da Carla, segui as recomendações e os pãezinhos ficaram ótimos. De diferente da receita original apenas pincelei os pães com gema de ovo e salpiquei gergelim. Ficaram deliciosos.

Resolvi fazer essa receita de pão para servir junto com um antepasto que havia feito na véspera e que é minha receita campeã de elogios.

O antepasto eu cheguei a receita final testando e adaptando várias versões que fui descobrindo, então não dá para linkar somente um blog aqui (e nem lembro dos lugares onde li).

Antepasto de Berinjela

04 berinjelas médias

01 pimentão vermelho

01 pimentão amarelo

300 gr de azeitonas sem caroço

04 dentes de alho

03 cebolas

Azeite

Sal

Descasco as berinjelas corto em fatias finas, que arrumadas uma sobre as outras são cortadas em tirinhas finas. Essas tirinhas eu coloco em um escorredor de macarrão e cubro com sal. Normalmente eu ajeito camadas de berinjela e sal a cada berinjela fatiada. O sal fará a berinjela perder o suco que escurece a receita. Deixe descansar por umas três horas.

Em uma panela refogue o alho picadinho com azeite e as cebolas em rodelas bem fininhas até ficarem transparentes. Acrescente os pimentões também cortados em tirinhas e refogue. Acrescente meia xícara de vinagre branco (pode ser vinho branco, mas nunca usei vinho).  E deixe o álcool evaporar. Acrescente as azeitonas picadas.

Normalmente só faço esse refogado quando já passaram as horas de descanso das berinjelas, e então enxáguo com bastante água corrente para tirar o sal. É muito importante enxaguar bastante para perder todo (ou quase todo)sal  que havia sido colocado para faze-la desidratar.

Enxaguou bastante? Experimente uma tirinha para ver como está o sal e se necessário, enxágue mais. Afinal, melhor colocar mais sal depois de pronto do que ter um antepasto salgado, nénão?

Em um pano de prato limpinho eu coloco a berinjela lavada e aperto para sair toda a água.

Acrescento ao refogado e misturo. Desligo o fogo assim que está tudo misturado.

Coloque em vidros esterilizados (você pode simplesmente ferve-los) e cubra o antepasto com azeite de boa qualidade. O azeite deve cobrir toda a mistura. Tampe e guarde da geladeira.

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Fim de Semana

Acordei supostamente cedo. Levei minha bolsa preferida para arrumar. Troquei uma bolsa por uma saia longa. Lavei roupa. Fiz almoço. Conversei com minha mini-orquídea. Me enchi de alegria. Dei abraço no irmão. Tive cólicas. Tomei analgésico. Dormi a tarde do sábado quase toda. Fiz pizza com massa caseira. Arrumei as maquiagens. Arrumei as gavetas e o armário. Conversei com namorado. Chorei. Fiquei feliz. Me enchi de amor. Li textos para monografia. Dormir depois das três. Acordei antes das nove. Separei roupas para doar. Hidratei o cabelo. Tive idéias para reformar os móveis do quarto. Passei roupas.Enchi as unhas de terra cuidando do jardim. Plantei beijos. Reguei as camélias. Fiquei feliz. Decidi o último item da lista de 101 coisas para 1001 dias. Li mais textos para monografia. Fiz uma pulseira shambala. Não gostei do arremate. Desmanchei a pulseira. Fiz de novo. Gostei do resultado. Fiz mais uma shambala. Continuo odiando meu cabelo curto. Decidi deixar crescer. Fiz as unhas. Passei esmalte vermelho. Li mais textos para monografia. Dormi.

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Um dia

Um dia -David Nicholls – Intrínseca

No final do ano passado foi lançado o filme sobre o livro Um dia, e todo o burburinho nos blogs dando conta de que era uma história linda me atiçou a vontade de conhecer, mas eu queria ler o livro.

Normalmente eu prefiro ler os livros antes de assistir aos filmes. Nos filmes muitos detalhes me passam despercebidos e lendo eu me envolvo mais com a história, são vários dias para ir conhecendo os personagens e aos poucos eu me sinto participando da história. Desse jeito, quando eu assisto ao filme me fica a impressão de que estou apenas lembrando de algo que já vivi.

No fim de dezembro, aproveitei que estava comprando presentes de Natal na Saraiva e comprei o “Um dia”, mas havia outros na fila e só li em janeiro, nos meus dias de ócio em razão de uma licença médica.

Não diria que o livro me surpreendeu pela história, mas por trazer uma história que poderia ser real.

O primeiro capítulo começa em 15 de julho de 1988, com a manhã da festa de formatura de Emma e Dexter, e ano após ano, sempre no mesmo 15 de julho, vamos acompanhando a vida dos dois, através de cartas que eles escrevem, através de encontros, viagens e brigas. O dia 15 de julho sempre é apresentado de alguma forma que nos  mostra o que aconteceu durante aquele ano. A amizade cresce e vira amor (ou já seria amor desde o primeiro dia?) e o livro segue contando como esse amor vai acontecendo, amadurecendo e atravessando o tempo, continuamente presente na vida de ambos. E muitas vezes, presente na ausência do outro. É pela falta que um sente do outro que percebemos o quanto esse amor é grande.

Falar mais seria contar a história, e isso eu não pretendo, mas resumidamente, o livro é uma deliciosa história de amor.

[“Foi um dia memorável, pois operou grandes mudanças em mim. Mas isso se dá com qualquer vida. Imagine um dia especial na sua vida e pense como teria sido seu percurso sem ele. Faça uma pausa, você que está lendo, e pense na grande corrente de ferro, de ouro, de espinhos ou flores que jamais o teria prendido não fosse o encadeamento do primeiro elo em um dia memorável.” (Charles Dikens, Grandes Esperanças)  – Um dia – pág.11]

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Sorte!

Embora não seja uma pessoa sortuda, e normalmente não ganhe nem rifa de quermesse, eu já ganhei um sorteio da blogosfera.

A caixinha veio faltando alguns dos itens anunciados no sorteio, mas avisei a dona do blog e ela enviou o que estava faltando na semana seguinte (embora eu considere que merecesse um bônus pelo dissabor).

E já que a sorte me sorriu, eu continuo me inscrevendo nos sorteios que aparecem por aí.

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Que saudade de você!

O Outono voltou!

Com ele mais um ciclo que se completa… para mim, o início do meu conforto anual, pois não sou fã do verão e do calor: as roupas grudam no corpo, o cabelo incomoda e tenho gana de cortá-lo bem curtinho, usar sapato fechado para o trabalho é um suplício… Tudo isso considerando que moro em uma cidade onde nem faz tanto calor assim.

Mas agora a tendência é ir refrescando, refrescando até ficar frio de verdade.

Minha paixão pelo inverno é tão grande que no fim de verão eu já estava tecendo cachecóis.

 

P.S: Sei que mal comecei o blog e o abandonei, mas o culpado é o verão que leva embora até minha paciência e criatividade. Mas com os dias mais fresquinhos, voltarei a ter vontade de sentar para escrever.

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A Sombra do Vento

Falando de livros outro dia, mostrei alguns em foto e, destes, contei que já havia terminado de ler  “A sombra do vento”.

Preciso confessar que levei um tempo para entrar no clima do livro, mas aos poucos Daniel Sempere foi me conquistando e me vi completamente absorvida pelas suas aventuras na Barcelona da década de 50, período franquista.

Personagens bem construídos e instigantes passeiam pelas ruas de Barcelona e tornam a leitura cheia de expectativas para a próxima página. Julián Carax, Daniel Sempere, Nuria Monfort,  Fermin Romero Torres, Miguel Moliner, Beatriz Aguilar, Francisco Javier Fumero  e outros se esbarram pela trama das formas mais inusitadas tornando o enredo surpreendente com ligações inteligentes entre personagens e trazendo um desfecho espetacular.

A trama tem um pouco de romance de aventuras, com uma pitada de investigação policial, e, óbvio muito romance de novela amorosa, além de um tanto de mistérios.

Recomendo a leitura, embora saiba que não tenha descrito o quanto a obra é extraordinária, mas simplesmente por considerar que o livro esteve por mais de 60 semanas entre os mais vendidos da Espanha, conquistando público e crítica. O livro foi um presente do namorado, no meu aniversário e já pulou para prateleira de preferidos.

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Chá Preto Especial

Faz um tempo que vi uma receita de chá que me deixou desejosa de um xícara fumegante, mas sempre que eu me lembrava do chá faltava algum dos ingredientes na geladeira.

Mas outro dia quando vi a latinha de doce de leite cintilando no armário não tive dúvidas, era hora de transformar a vontade em sabor e calor.

Aproveitei que, apesar do verão, os dias estavam chuvosos e até frios e coloquei a alquimia para funcionar. O resultado foi um chá levemente cremoso, quente mas com um toque todo especial do gengibre e da canela.

Modus Operandi:

Ferva uma xícara de água, juntamente com meia xícara de leite e um pedaço de uns 2 cm de gengibre descascado e picado. Acrescente um pau de canela depois que começar a ferver.

Desligue o fogo e deixe descansas um sache de chá preto na mistura por uns três minutos e após retire o sachê, a canela e o gengibre.

Em uma xícara que caiba todo o chá coloque no fundo uma colher de chá de doce de leite cremoso e despeje o chá quente por cima.

Mexa até o doce de leite derreter.

Deliciosamente bom!

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